» Doenças da poluição
Em cidades como São Paulo, especialmente nos períodos de longa estiagem, todos nos queixamos dos efeitos maléficos da poluição ambiental nas mucosas do aparelho respiratório.
A cavidade nasal onde se localiza o septo que separa as duas narinas é a câmara de entrada do ar. Logo abaixo está a faringe, tubo muscular que une o aparelho respiratório ao aparelho digestivo, isto é, a boca com o nariz. Por isso, podemos também respirar pela boca. A seguir vem a laringe (onde ficam as cordas vocais) que se abre para a entrada do ar e se fecha para que os alimentos desçam pelo esôfago.
A traquéia, estrutura que vem a seguir, é formada por anéis cartilaginosos e se divide em dois tubos mais finos: os brônquios que se dividem em ramos cada vez menores até atingirem um diâmetro quase microscópico quando alcançam os alvéolos pulmonares. Essa ramificação recebe o nome poético e significativo de árvore brônquica.
Toda a mucosa do aparelho respiratório produz muco e é revestida por cílios. A função do muco é aprisionar partículas estranhas e irritantes e a dos cílios é removê-las. Para tanto, vibram em ondas como as que o vento provoca soprando numa plantação de trigo. A presença de irritantes, quaisquer que sejam, provoca alterações importantes nesse mecanismo fundamental para a vida.
Escrito por: Dr. João Ferreira de Mello Jr.
Suas palavras são importantes - Envie sua história - ou dê um significado para uma palavra.
|