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» E não me venha com leite desnatado
E por que não choras as uvas? Já que celebramos a vida com o único intuito de vociferar ao interfone localizado na boca do palhaço robô espumando pelos cantos da boca que atende a todos seus desejos (à partir de R$ 4,59): Não, não atento ao fato de deus ter escarrado, veementemente, em meu rosto, algumas esquinas atrás, pois sou um mero louco/conservador que joga pôquer com o demônio nos cassinos da semi-incredulidade... É... E sente-se agradavelmente bem em companhia de um néon queimado. Uma escada rumo à narcisística redenção sexual... Rumo à bossas nada novas aposte suas calcinhas nisso, baby.
...há bolhas fictícias nestes pés despudorados! Bolhas recheadas com licor de glamour tosco, de andanças (des)esperançosas e a latência da caixa de batatas fritas para viagem e o copo descartável, recém jogados no lixo. Junto das toneladas de pecados e as bitucas de Marlboro que foram inutilmente lavados com a futilidade de um sabão inodoro presente de um motel na marginal e cognições de merda, pois afinal: Nós temos mais estilo num fio de cabelo do que Versace tinha no rabo. Mais conteúdo em três disparatadas linhas do que metade dos mortos vivos deste imundo município. Lembra?... então...
Sim. Talvez eu deva subir no telhado e ganir, impunemente, à lua. Como lamentando ter descoberto que essa idéia tola de querer achar alma no inanimado (e compreensão em incivilidade alheia) é a pura seiva torpe de uma imaginação sem uma só gota de coerência na taça trincada. Sem o menor resquício de hipócrita moralidade. Sempre forjando a falta de seqüelas racionais de nossa velha contemporaneidade...
...A chave do carro espera sobre a mesa. Ela joga suas pequenas cartas de tarô em branco e o espelho que há no teto revela que o destino não comanda porra nenhuma no quarto 206. Pelo menos não enquanto eu estiver jogando os dados na mesa de uma noite de sentimentos prostituídos e Julietas rancorosas. Noites por onde perambulamos, sem gelo, com a solenidade de quem joga roleta russa com uma quarenta e cinco enquanto assiste Papa Léguas...
E quando os suores da animalidade cessam, eis o momento de levar meu fudismo de meia tigela embora.
Vou. Ela fica. Eu vou, eternizando (?) reminiscências de sua presença aquecendo o champanhe que corria na carne. Ela fica com as chaves que estão sobre a mesa, o cigarro na boca na boca vermelha enquanto ajeita os saltos e a dura incumbência de voltar para a vida real.
© 2007 MaicknucleaR/AltacasA
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